Juçara na ciência - os efeitos na saúde humana.


Recentemente realizamos, em parceria com o Grupo de Estudos em Nutrição e Estresse Oxidativo da Universidade Federal de Santa Catarina (GENEO-UFSC), a primeira semana científica da Juçara, la no nosso instagram @acaibarbacua.

O grupo GENE, que é pioneiro em pesquisas sobre a Juçara e os efeitos na saúde humana, trouxe uma série de informações super interessantes.

Muitas pessoas nos perguntam se a Juçara realmente é benéfica para a saúde...

Ou "a Juçara é melhor que o açaí do norte?" Qual a diferença entre os dois

Por isso, hoje deixaremos documentado aqui alguns dos estudos científicos realizados na UFSC pelo grupo GENE, sobre Juçara e seus efeitos no corpo humano.

O primeiro estudo realizado pelo grupo avaliou os efeitos da ingestão única de 1 copo de suco de juçara em adultos saudáveis. O objetivo deste estudo foi pesquisar se a juçara exercia ou não efeito antioxidante no organismo humano.

A partir de dosagens sanguíneas antes e após 1h, 2h e 4h de ingestão de 450 mL de suco de juçara, por 11 adultos saudáveis, observou-se aumento do potencial antioxidante redutor férrico, aumento da atividade da enzima antioxidante glutationa peroxidase, além de ter sido demonstrado diminuição da oxidação lipídica ao longo do tempo, sugerindo efeito protetor do suco de juçara quanto aos danos provocados pelas espécies reativas ou radicais livres no organismo.

Esses resultados indicam um efeito positivo do consumo de juçara no estado antioxidante e na proteção das células contra danos oxidativos em adultos saudáveis.

Link do artigo completo em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1756464615002522


Sabendo que a ingestão única de juçara provocou efeito positivo na defesa antioxidante de adultos saudáveis. O grupo foi em busca de entender se o mesmo ocorria após a ingestão de juçara por um período de tempo maior. E também, se os efeitos da ingestão de juçara seriam melhores que os do açaí, que é um alimento parecido com juçara.

O Grupo de Estudos em Nutrição e Estresse Oxidativo da Universidade Federal de Santa Catarina (GENEO-UFSC) tentou levantar evidências quanto a isso. No estudo realizado, 30 adultos saudáveis consumiram 200 mL de polpa de açaí ou de juçara durante 30 dias, com um intervalo também de 30 dias entre o consumo de cada polpa.

A ingestão de ambas as polpas aumentou o HDL-c (colesterol bom): açaí +7,7% e juçara +11,4%. Além disso, ambas melhoraram a defesa antioxidante do organismo, sendo que o açaí promoveu benefícios em quatro marcadores de defesa antioxidante: aumento da capacidade antioxidante total (+66,7%) e de duas enzimas antioxidantes: catalase (+275,1%) e glutationa peroxidase (+15,3%); e diminuição do índice de estresse oxidativo (-55,7%); e a juçara promoveu aumento da enzima antioxidante catalase: aprox. +15,0%).

Esses resultados indicam um impacto positivo do consumo regular de açaí e juçara, podendo contribuir para a saúde cardiovascular. Porém, com esse estudo não foi possível afirmar que os efeitos do consumo de um alimento foram mais promissores que do outro. Estatisticamente, ambos mostraram benefícios semelhantes. Essa foi uma pesquisa comparativa inicial e mais estudos de médio e longo prazo devem ser realizados para expandir os conhecimentos científicos sobre esses alimentos na saúde humana.

Link do artigo completo em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S026156142030162X


O estudo seguinte buscou analisar o efeito do consumo do fruto de juçara em seres humanos no contexto do exercício.

Outro estudo realizado pelo Grupo de Estudos em Nutrição e Estresse Oxidativo da Universidade Federal de Santa Catarina (GENEO-UFSC), avaliou os efeitos do consumo único de juçara sobre biomarcadores do estresse oxidativo e fadiga em uma sessão de treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) em 15 indivíduos fisicamente ativos que foram designados para consumir 250 mL de juçara ou água (bebida controle) 1 h antes do exercício.

Amostras sanguíneas foram coletadas 1 h antes do exercício, imediatamente após exercício e 1 h após o exercício.

Foi observado uma diminuição (-1,2%) do índice de estresse oxidativo imediatamente após o exercício e um aumento (+37%) na glutationa reduzida (antioxidante não enzimático) 1 h após o exercício no grupo que consumiu juçara em relação ao controle. A ingestão de juçara também promoveu aumentos nos fenóis totais e no ácido úrico ao longo do tempo. Além disso, os indivíduos que consumiram juçara apresentaram menor fadiga em relação ao controle.

Esses resultados sugerem que a ingestão de juçara pode contribuir com as respostas antioxidantes e atenuar a fadiga após uma sessão de HIIT.

Link do artigo completo em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1756464620300591


A Juçara, sem dúvidas, é um alimento incrível. Principalmente quando se fala de uma Juçara agroecológica, pura e extremamente concentrada, ainda não temos estudos fazendo essas relações. Mas torcemos para que futuramente possamos ter!

Agradecemos imensamente aos pesquisadores, por compartilharem conosco essas informações tão ricas e importantes sobre os alimentos que produzimos e consumimos.


Viva a ciência, viva a Juçara na ciência!


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